
Depois de dois anos de tentativas de lidar melhor com a morte do pai, uma jovem norte-americana largou tudo para viajar pela Europa. Mas Jinna Yang, de 25 anos, decidiu levar junto um símbolo de seu progenitor, Jay Young: uma imagem dele impressa em papelão, em tamanho real. Desde então, ela fez registros em diversos pontos turísticos ao lado do “pai”.



“Meu pai nunca teve a oportunidade de viajar o mundo. Ele sacrificou toda sua vida pelos outros, pelos pais, filhos, mulher, família e amigos. Aos 51 anos, ele foi diagnosticado com câncer, apenas um ano após seu próprio pai ter morrido da mesma doença. Antes que ele pudesse entender seu próprios sonhos, o câncer lhe tirou do mundo”, explicou Jinna, em seu blog Grease & Glamour.
Nos anos seguintes à morte de Jay, a carreira da jovem se acelerou. Ela levava uma vida luxuosa, com um apartamento chique em Nova York, “mais sapatos que podia contar e dinheiro disponível o suficiente para jantar fora pelo menos cinco vezes por semana”. O que as aparências não revelavam era sua incapacidade de sofrer o luto e se recuperar.


Quando começou a desenvolver uma doença de cunho psicológico chamada alopecia, que lhe fazia perder tufos de cabelo, Jinna decidiu retomar o controle da própria vida. Comprou uma passagem só de ida para a Irlanda, vendeu a maior parte dos seus bens e, com uma mala reduzida, um computador e uma câmera, ela embarcou ao lado da imagem de seu pai.
“Apesar de saber que ele não estava lá em carne e osso, sei que estava em espírito. Para compartilhar sua história e ajudar a trazer paz à minha madrasta, meu irmão e minha irmã mais novos, além de eu mesma, eu o levei comigo por toda a Europa para ser fotografado em frente a alguns dos destinos mais simbólicos do mundo”, explicou. “Durante anos eu busquei o sucesso e sacrifiquei a felicidade, mas os dois eram mentiras. Não corra atrás do sucesso, persiga sua felicidade e o sucesso virá também”, concluiu Jinna.
